Tendo sempre inventado desculpa
Teria eu transferido toda a culpa
Injustiçando as chagas que me pertuba
Eu desenho toda essa situaçao patetica
O tempo na cura, apenas distorce
Os dedos apontam
O choro contorce,
Alegria é um sentimento pífio
Sentimentos sentimos por plástico
Os ponteiros giram sem parar
Ideologias grito sem pensar
O tempo novamente? Estático
Rápido não tem radar
O resto é moeda de tróca
Por que respeito, tem que mostrar
O mundo gira em uma só tóca
O esperto não ve o final
Dentro de si um apelo
Um caminho tangente
Faz ranger os dentes de medo
Devo apenas estar enlouquecendo
Sempre tudo mais ou menos
A midia só me aborrecendo
Uma hora eles acabam vencendo
E ai o certo
Passa a ser o incerto
O pato vira história
Os macacos desfilam sem gloria
O tempo, de novo, recicla
E de novo,
Recicla,
E recicla,
Nem todos os finais do mundo tiram esse foco!
Candido Santos