segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Quinze para as trez!

Tendo sempre inventado desculpa

Teria eu transferido toda a culpa

Injustiçando as chagas que me pertuba

Eu desenho toda essa situaçao patetica


O tempo na cura, apenas distorce

Os dedos apontam

O choro contorce,

Alegria é um sentimento pífio


Sentimentos sentimos por plástico

Os ponteiros giram sem parar

Ideologias grito sem pensar

O tempo novamente? Estático


Rápido não tem radar

O resto é moeda de tróca

Por que respeito, tem que mostrar

O mundo gira em uma só tóca


O esperto não ve o final

Dentro de si um apelo

Um caminho tangente

Faz ranger os dentes de medo


Devo apenas estar enlouquecendo

Sempre tudo mais ou menos

A midia só me aborrecendo

Uma hora eles acabam vencendo


E ai o certo

Passa a ser o incerto

O pato vira história

Os macacos desfilam sem gloria


O tempo, de novo, recicla

E de novo,

Recicla,

E recicla,


Nem todos os finais do mundo tiram esse foco!



Candido Santos





segunda-feira, 18 de junho de 2018

Rotina!

Ele chegou em casa
E estava cansado
De tão cansado deitou
Ligou a tv
E ficou
E não tomou banho
E não trocou de roupa
E não fumou nenhum
Apenas olhou a tv
E o gato ao pé da cama
Apenas esperando chegar
Sua dama
Pra assar uns pães dormidos
E fazer um café fresquinho
E então tomarão banho
Trocarão de roupa
Fumarão um
Assistirão tv
Vendo o gato ao pé da cama

Lilian Cristina Ferreira