quinta-feira, 31 de março de 2016

Um pouquinho de mim... Por Mayara

"Não me peça para mudar...
Eu sou assim...
Metade menina...
Metade mulher... 
Metade sonho?
Sou pura sensibilidade
Sou poesia em prosa ou um verso...
Sou esse universo pieguice literária.
Sou falta de vergonha de dizer quem sou.
Sou impulsiva...
Quando falo, falo muito.
Quando me irrito querem me matar...
Quando não o querem. Me amam!
Sou essa potencialização de sentimentos.
Hora imploro para não implodir.
Hora nada detono.
Sou intensa...
Tudo quero muito. Quando quero.
Quando não gosto...
Desprezo...
Quando amo...
amo...
amo muito."

Mayara.

Enviado por uma leitora e grande amiga. Cheia de sentimentos com uma mente incrível. Ela é exatamente o que diz ser. Mulher decidida, mãe dedicada. Agradeço de coração receber um belo poema desses e aguardo mais. Muito mais.

Muito obrigado e um beijo na bochecha.
Pedro Henrique

domingo, 27 de março de 2016

Culpa?

Sim foi eu...
Morrerei por isso?
Não!
Arrependerei por isso?
Talvez!
Mataria um homem cujo o crime foi...
Amar demais?

Candido Santos


Noites de São José.

bordados portugueses
sobre a toalha plástica
no bar diante
do mercado.
portões fechados
trânsito algum
copos vazios
ao fundo
apenas a canção
japonesa
transita no peito
atrás do balcão

Beth Brait Alvim
Uma impressionante poeta de minha querida cidade. Nos joseenses agradecemos a sua existência.


terça-feira, 22 de março de 2016

A ópera dos vampiros

Vampiros cantam ópera,
Sem ter uma vida própria
Quando não estão cantando,
Eles estão transformando
Pessoas felizes em vampiros
Para viverem sentados,
Calados.
Para viver cantando
Para viver chorando,
Em um concerto de ópera.
Para viver tomando
O sangue de mais pessoas inocentes,
Para ocupar a cadeira dos inconscientes
Os que sonegam a cantar nessa ópera sem fim.
Esses enfim;
Vivem dormindo em seus caixões
Cheio de lembranças
Dentro de casarões
Cheio de esperanças
Ouvindo a ópera
Dos renegados.
Que depois de um tempo
São apagados
Da história sem deixar pistas.
Para que outros ocupem seus lugares,
Esses enfim
Continuarão essa história
Cantando em uma ópera
Sem fim.

Cândido Santos

domingo, 20 de março de 2016

Destruição

Imaginamos que mudaríamos o mundo,
Mas estávamos errados
Agora ele está imundo
Precisando ser limpado

Todos sentem medo
De ser despejados
Ambientalistas passam o enredo
Mas são apedrejados.

Catástrofes acontecem
A culpa é deles
Ao primeiro mundo que obedecem.

O mundo está sumindo
E junto com ele, nos extinguindo

A culpa é nossa, nós o destruímos.

Cândido Santos



Esta poesia escrevi imaginando a porcaria que nosso mundo esta virando, as pessoas fingem que não enxerga ou simplesmente não ligam.

VAMOS MUDAR ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS

sábado, 19 de março de 2016

Violões que choram...

Ah! Plangentes violões dormentes, mornos,
Soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
Bocas murmurejantes de lamento

Noites de além, remotos, que eu recordo,
Noites de solidão, noites remotas
Que nos azuis de fantasias bordo.
Vou constelando de visões ignotas.
Sutis palpitações à luz da lua,
Anseios dos momentos mais saudosos,
Quando lá choram na deserta rua
As cordas vivas dos violões chorosos.

Quando os sons dos violões vão soluçando,
Quando os sons dos violões vão soluçando,
Quando os sons dos violões nas cordas gemem,
E vão dilacerando e deliciando,
Rasgando as almas que nas sombras tremem.

Harmonias que pungem, que laceram
Dedos nervosos e ágeis que percorrem
Cordas e um mundo de dolências geram
Gemidos, prantos, que no espaço morrem...

E sons soturnos, suspirados mágoas,
Mágoas amargas e melancolias,
No sussurro monótono das águas,
Noturnamente, entre ramagens frias.

Vozes veladas, veludosas vozes
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

Tudo nas cordas dos violões ecoa
E vibra e se contorce no ar, convulso...
Tudo na noite, tudo clama e voa
Sob a febril agitação de um pulso.

Que esses violões nevoentos e tristonhos
São ilhas de degrado atroz, funéreo,
Para onde vão, fatigados do sonho
Almas que se abismavam no mistério.

CRUZ E SOUZA

Canetas e tinteiros

Enquanto usamos canetas, tinteiro, tintas, e etc. O Pai usa vida para compor suas poesias. Esse e um das maiores criações do Pai que tive o prazer de ver ao vivo. Parque do Caracol em Canela -RS

O bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa
Não examinava nem cheirava
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

MANUEL BANDEIRA

sexta-feira, 18 de março de 2016

Soneto da Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior entanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angustia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

VINÍCIUS DE MORAIS




Vinicius de morais um mestre na arte de pensar. 

9 anos de motivo para viver!



Por quase nove anos esta foi a razão dos meus versos mais sinceros, e também de minha maior felicidade.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Na Minha vida

Pela minha vida passou...
Dinheiro
Mulheres
Amigos
Mas só você ficou.

Pela minha vida juraram...
Amor
Fidelidade
Amizade
Mas só você cumpriu.

Agora pela minha vida
Juro à você
Amor
Fidelidade
Amizade

Cândido Santos

Melancolismo

Em meio a imensidão da solidão
Algo que chamamos de coração
Batia lentamente em meu peito,
Naquele momento a única vontade era a morte.
Mas se parar para pensar, vampiros não morrem
Eles têm sorte,
Somos todos sem coração
Somos todos sem sentimento
Usamos as vidas inocentes
De pessoas alegres, felizes, como alimento
Isso faz de mim um vampiro?
Um vampiro apagado!
Como aqueles desenhos abstratos.
A única salvação
Para a dominação
Que chamamos de solidão
É o amor,
Mas quem vai amar um vampiro?
Se eu falasse em dor
Seria uma rima, não uma solução.
Falamos de sorte?
Que sorte?
Não amamos
Não somos amados
Somos temidos
Somos traídos
Por aqueles que chamamos de amigos.
Sorte? Que sorte?
A única solução é a morte,
Mas vampiros não morrem!

Cândido Santos

Razão

Na vida tudo acaba...
O tempo, a juventude
Só não acaba o amor que sinto por ti.
Na vida tudo passa...
Só não passa aquele momento
A primeira vez que a vi.
Na vida tudo é igual...
Só não é igual aquele momento
Aquele que eu perguntei
Oi meu nome é Pedro, e o seu?
Chamo isso de razão da vida
Você é a razão da minha vida.

PEDRO HENRIQUE TOLEDO
(Dedicado ao amor da minha vida “Lilian Cristina Ferreira Toledo”.)