Blog para amantes de poesia, pensadores e idealistas. Abordaremos a poesia em uma época onde ela foi quase totalmente esquecida, mostraremos ao mundo que um verso pode mudar o destino de uma nação. Sejam bem vindos pensadores e poetas. Aqui a poesia brasileira vive não só na mente mas no coração de cada um.
quinta-feira, 31 de março de 2016
Um pouquinho de mim... Por Mayara
domingo, 27 de março de 2016
Culpa?
Morrerei por isso?
Não!
Arrependerei por isso?
Talvez!
Mataria um homem cujo o crime foi...
Amar demais?
Candido Santos
Noites de São José.
sobre a toalha plástica
no bar diante
do mercado.
portões fechados
trânsito algum
copos vazios
ao fundo
apenas a canção
japonesa
transita no peito
atrás do balcão
Beth Brait Alvim
Uma impressionante poeta de minha querida cidade. Nos joseenses agradecemos a sua existência.
terça-feira, 22 de março de 2016
A ópera dos vampiros
Vampiros cantam ópera,
Sem ter uma vida própria
Quando não estão cantando,
Eles estão transformando
Pessoas felizes em vampiros
Para viverem sentados,
Calados.
Para viver cantando
Para viver chorando,
Em um concerto de ópera.
Para viver tomando
O sangue de mais pessoas inocentes,
Para ocupar a cadeira dos inconscientes
Os que sonegam a cantar nessa ópera sem fim.
Esses enfim;
Vivem dormindo em seus caixões
Cheio de lembranças
Dentro de casarões
Cheio de esperanças
Ouvindo a ópera
Dos renegados.
Que depois de um tempo
São apagados
Da história sem deixar pistas.
Para que outros ocupem seus lugares,
Esses enfim
Continuarão essa história
Cantando em uma ópera
Sem fim.
Cândido Santos
domingo, 20 de março de 2016
Destruição
sábado, 19 de março de 2016
Violões que choram...
Soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
Bocas murmurejantes de lamento
Noites de além, remotos, que eu recordo,
Noites de solidão, noites remotas
Que nos azuis de fantasias bordo.
Vou constelando de visões ignotas.
Sutis palpitações à luz da lua,
Anseios dos momentos mais saudosos,
Quando lá choram na deserta rua
As cordas vivas dos violões chorosos.
Quando os sons dos violões vão soluçando,
Quando os sons dos violões vão soluçando,
Quando os sons dos violões nas cordas gemem,
E vão dilacerando e deliciando,
Rasgando as almas que nas sombras tremem.
Harmonias que pungem, que laceram
Dedos nervosos e ágeis que percorrem
Cordas e um mundo de dolências geram
Gemidos, prantos, que no espaço morrem...
E sons soturnos, suspirados mágoas,
Mágoas amargas e melancolias,
No sussurro monótono das águas,
Noturnamente, entre ramagens frias.
Vozes veladas, veludosas vozes
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
Tudo nas cordas dos violões ecoa
E vibra e se contorce no ar, convulso...
Tudo na noite, tudo clama e voa
Sob a febril agitação de um pulso.
Que esses violões nevoentos e tristonhos
São ilhas de degrado atroz, funéreo,
Para onde vão, fatigados do sonho
Almas que se abismavam no mistério.
CRUZ E SOUZA
Canetas e tinteiros
O bicho
MANUEL BANDEIRA
sexta-feira, 18 de março de 2016
Soneto da Fidelidade
9 anos de motivo para viver!
quarta-feira, 16 de março de 2016
Na Minha vida
Dinheiro
Mulheres
Amigos
Mas só você ficou.
Pela minha vida juraram...
Amor
Fidelidade
Amizade
Mas só você cumpriu.
Agora pela minha vida
Juro à você
Amor
Fidelidade
Amizade
Cândido Santos
Melancolismo
Algo que chamamos de coração
Batia lentamente em meu peito,
Naquele momento a única vontade era a morte.
Mas se parar para pensar, vampiros não morrem
Eles têm sorte,
Somos todos sem coração
Somos todos sem sentimento
Usamos as vidas inocentes
De pessoas alegres, felizes, como alimento
Isso faz de mim um vampiro?
Um vampiro apagado!
Como aqueles desenhos abstratos.
A única salvação
Para a dominação
Que chamamos de solidão
É o amor,
Mas quem vai amar um vampiro?
Se eu falasse em dor
Seria uma rima, não uma solução.
Falamos de sorte?
Que sorte?
Não amamos
Não somos amados
Somos temidos
Somos traídos
Por aqueles que chamamos de amigos.
Sorte? Que sorte?
A única solução é a morte,
Mas vampiros não morrem!
Cândido Santos
Razão
O tempo, a juventude
Só não acaba o amor que sinto por ti.
Na vida tudo passa...
Só não passa aquele momento
A primeira vez que a vi.
Na vida tudo é igual...
Só não é igual aquele momento
Aquele que eu perguntei
Oi meu nome é Pedro, e o seu?
Chamo isso de razão da vida
Você é a razão da minha vida.
PEDRO HENRIQUE TOLEDO
(Dedicado ao amor da minha vida “Lilian Cristina Ferreira Toledo”.)