quarta-feira, 16 de março de 2016

Melancolismo

Em meio a imensidão da solidão
Algo que chamamos de coração
Batia lentamente em meu peito,
Naquele momento a única vontade era a morte.
Mas se parar para pensar, vampiros não morrem
Eles têm sorte,
Somos todos sem coração
Somos todos sem sentimento
Usamos as vidas inocentes
De pessoas alegres, felizes, como alimento
Isso faz de mim um vampiro?
Um vampiro apagado!
Como aqueles desenhos abstratos.
A única salvação
Para a dominação
Que chamamos de solidão
É o amor,
Mas quem vai amar um vampiro?
Se eu falasse em dor
Seria uma rima, não uma solução.
Falamos de sorte?
Que sorte?
Não amamos
Não somos amados
Somos temidos
Somos traídos
Por aqueles que chamamos de amigos.
Sorte? Que sorte?
A única solução é a morte,
Mas vampiros não morrem!

Cândido Santos

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