sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Poeta

O poeta pensa
As vezes lamenta
As vezes aprende
Mais nunca compreende
O poeta cria
As vezes copia
O poeta falece
As vezes padece
Mais nunca desaparece

Candido Santos

Assim ordenou Cristo

Um lindo pássaro nasceu
no seu ninho cresceu
sua vida no céu prevaleceu
nas asas, sua liberdade
amor! E um coração cheio de lealdade

Assim ordenou Cristo
voando através das águas
curando todas as magoas
NINGUÉM HA DE DUVIDAR DISTO
assim ordenou Cristo 

Candido Santos

Todos, como somos!

Implora pela vida
Chora diante de um coração
Jura ser o dono da razão
Corre atrás da sorte
Treme perante a morte
Voa em pensamentos
Morre em lamentos

Até um dia perceber
A vida chora por um coração
A sorte treme diante da razão
A morte apenas pensa
Depois, apenas lamenta...

CÂNDIDO SANTOS

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Presságio

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…


Fernando Pessoa

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Sentimentos

Sentimentos palavras que nada revela
Há tantos tipos de sentimentos
Tão diferentes uns dos outros
Amor e ódio
Alegria e tristeza
Paixão...
Alguns sinônimos
Outros opostos
Tão diferentes, tão iguais 
Tão estranhos, tão normais 
 Tão insignificantes, tão especiais
Sentimentos falsos
Ou também verdadeiros
Tão simples e complicados
Agora não sei explicar 
Confusa eu devo estar 
Ao menos uma semelhança eles tem 
São denominados sentimentos.

Lilian Cristina Ferreira Toledo

Jesus Cristo

Encontrei em seus braços
Que toda vida chorei
Em nosso amor formou-se um um laço
Em que toda vida me inspirei

Encontrei em ti um alivio
Que toda vida precisei 
Gritando para o vento
Que toda vida ti esperei

Encontrei em ti uma alegria
Que toda vida desejei 
Toda vida acreditei que não encontraria
 agora eu despertei

Encontrei em ti uma delicadeza
Que toda vida procurei
Nosso amor e pura beleza
Juro que não o perderei

Encontre em ti a compreensão
Que toda a vida só passou agua
Você passou a ser a razão 
Que toda vida sem você só passa magoas

Encontrei em ti a proteção
Que toda vida serei amado
E a vida sem você seria em vão
Toda vida juro ser dedicado


Candido Santos

quinta-feira, 9 de junho de 2016

" Noite de quinta "

Odeio a solidão
É uma merda!
O que tenho? Um filme de 75
E nenhuma mistura na geladeira!
o que me resta e ar pra respirar,
E um canivete
Iai? Faço o que?
Mantenho os olhos no vazio,
Pelo menos a inspiração acabou!
[R.I.P]


Candido Santos

terça-feira, 7 de junho de 2016

Anjo

Quando te vi pela primeira vez
Mau pude acreditar, que era de verdade
Por de traz de você, saia uma luz reluzente
Era como se tivesse asas,um ser angelical
Seu sorriso era mais brilhante que um cristal
Seus olhos sorriam
Mas infeliz mente, não me viam
Por um instante meu coração parou
E meu cérebro já não funcionava
Enlouqueci  no instante que você se foi
Pensei que nunca mais iria te ver
E hoje eu sei que é tarde para te dizer
Já não posso viver sem você
Espero que um dia eu possa te dizer
Sem medo de me arrepender
E poder gritar ao mundo:
Eu amo você meu anjo.
É  por você que escrevo minhas rimas
És o motivo da minha canção.
Seu sorriso incandescente,

É o que deixa meu coração contente.

Eva Videl


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Mariposa Negra

Calma como uma brisa
negra como o por do sol
voa! Não olha pra traz
Voa! Ao por do sol
Pousa! Sobre um lençol
Quando a noite chega
através de suas asas negras
procura uma luz
encontra uma cruz
cruz de seus antepassados
cruz que a protege
cruz que a persegue
sua coragem
ate não mais aguentar
morre
sobre o beijo
de sua loucura
apenas a doçura
de seu olhar
chorando
gritando
Uma linda
Mariposa negra.


Candido Santos

Calice de Sangue

Um cálice de sangue
Todos dizem beba!
Você beberia um cálice de sangue?
Sangue vermelho
Querendo,
Manchar sua alma
Veneno
Como se não valesse mais nada!
Você tenta não chorar
Você tenta não sofrer
Você tenta não amar
Mas morre chorando
Sofrendo
Amando
Bebendo um cálice de sangue.

Candido Santos

terça-feira, 10 de maio de 2016

A VELHA OLARIA

Recordei o juazeiro
Sombra da velha olaria
Gigante, verde e faceiro
Enquanto o dono existia
Depois que o dono morreu
Ele também resolveu
Se entregar ao machado
Hoje nenhum mais existe
Vou recordar mas é triste
Se recordar o passado

O tempo ingrato passou
A mão naquela olaria
Por lembrança não ficou
Nada do que nela havia
Aterrou todo o barreiro
Sem forno e sem juazeiro
Ficou o chão diferente
Até mesmo o passarinho
Perdeu o lugar do ninho
Canta mas não é contente

Das telhas restam os cacos
Porque não se derreteram
Do juazeiro os cavacos
Todos desapareceram
Se existe alguma raiz
Talvez se sinta infeliz
Porque perdeu sua fronde
A lenha o fogo queimou
As folhas o vento levou
Pra guardar quem sabe aonde
Senti profunda emoção
Naquele ermo esquisito
Sem pai, sem mãe, sem jargão
Sentindo a falta do mito
Se dividiu a família
Três hoje moram em Brasília
E três em Itapetim
Quatro na eternidade
Resta somente a saudade
Morando dentro de mim

Voltei pra ver se do forno
Alguma coisa restava
Pelo menos o chão morno
Da lenha que pai queimava
Não vi cinzas nem carvão
Senti profunda emoção
Saí sem olhar pra trás
Notei que tudo tem fim
Jurei por Deus e por mim
Não ir ali nunca mais
Poeta e meu avô: Antônio José de Lira

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Vamos valorizar quem nos protege!

REFLEXÃO

Mataram um policial e um menino vendo aquela cena do policial morto pergunta ao seu pai:

- Quem é esse senhor que mataram?

- Não sei filho, só sei que era um policial.

O menor se aproxima de uma pessoa que estava vestido com uma farda bonita diferente das outras muito elegante, era o comandante da unidade onde trabalhava o policial, o menino lhe pega a mão e pergunta:

- Eu poderia saber o que é um policial?

O oficial responde com a voz trémula e seus olhos cheios de lágrimas:

- Um policial é uma pessoa que dorme menos que muita gente, passa frio, sol, chuva, fome. E há momentos que não tem dias de festa, Natal, ano novo e em muitos momentos importantes está muito longe da sua família. De seus filhos quando adoecem, de sua esposa, de seus pais e irmãos. Recebe insultos, agressões físicas. Chora, Sente, Sofre, Passa milhares de sustos. E muitas coisas mais que se passa. Mas quando sai para seu trabalho, muito cedo, não sabe se vai voltar para casa com vida. Ou vai ter que ficar trabalhando por vários dias, ou pior ainda perder a vida... Isso é parte daquilo que é um "policial".

De repente se ouve o som de um telefone que esta no bolso da calça do falecido. O oficial deixa a criança por um momento para tomar o celular, ao vê-lo se dá conta que é do seu lar. Vê que é uma mensagem e em voz muito baixa a ler: ''olá papai, peguei o celular da minha mãe. Para escrever esta mensagem: Que é para dar os parabéns pelo seu aniversário, estou ansioso para que vejas o teu presente porque faz dois dias que não pode estar em casa mas hoje partiremos o bolo. Hoje faremos juntos. Te amo pai, és o meu Super pai um beijo. Te espero em casa.''

Assim é a vida de um "policial" seja qual for a sua unidade, seja operacional ou administrativa.

Se puderem, divulguem essa mensagem para que as pessoas em vez de criticar, valorizem o esforço de um policial. Se você tem um familiar ou amigo que seja policial, agradeça a ele, e que Deus abençoe a todos os policiais do Brasil: Civis, Militares, Federais, Rodoviários Federais, aos guardas municipais e também aos vigilantes patrimoniais.



Fonte do texto: Facebook.com

Autor desconhecido


Revisado por Lilian Cristina.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

"Porque coloquei Gohan"


Meu filhinho de 6 meses, Gohan, recebeu este nome devido ao que consegui aprender com a dedicação japonesa em fazer um trabalho de animação tão bem feito e profundo como Dragon Ball Z. Não há como negar que as amarguras da vida nos cercam, e se não fizermos nada, vão continuar nos cercando, e até nos derrubando... De fato...

A maior descoberta da minha vida foi a seguinte: "Não conseguimos nada sem pensar, a filosofia nos permite levar os mais contínuos e até os populares assuntos, com uma profundidade, que no fundo, sempre chegamos à causa primária e (desculpem a palavra difícil) axiomática da grande verdade universal da realidade geral das coisas." Que posso ainda, se me permitirem, inserir a palavra "divina" nesta conclusão. Pois: "Não há efeito sem causa, e negar a existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa". "Ação e reação, 3ª lei de Newton" 

Entretanto, posso concluir que de todo pensamento se tira um resultado bom, apenas por se ter pensado. Meu segundo maior pensamento, entra meu filho, que graças à ajuda de Akira Toriyama, concluo o seguinte: Que não existe orgulho bom, que o orgulho é a principal causa dos males da Terra. O Gohan, o personagem mais puro e equivalentemente mais poderoso, optou em deixar a humildade de lado nos seus confrontos em que a Terra corria perigo existencial. Por escolher o sofrimento dos oponentes ao invés de solucionar o problema de uma vez, a resposta por estas escolhas foi a seguinte: perda de seus entes queridos.

Orgulho leva à cegueira, nos leva à negar todo conhecimento numa conversa racional pelo fato de não se admitir que alguém possa ser superior à si mesmo. E a humildade é o oposto disso.

Pela Fé sobre as evidências incontestáveis do Criador, e pelo evolucionismo, no fundo, posso afirmar o seguinte: que quando eu morrer estarei ajudando meu filho e à todos, junto com outros, no grande processo de amor da evolução e progresso da Terra. Muito obrigado. "A ciência sem a religião é manca, e a religião sem a ciência, é cega. Albert Einstein"

Escrito por André Luiz
Revisado por Lilian Cristina

Linda homenagem escrita por um grande e sincero amigo. André muito obrigado por suas palavras. Desejo a seu filho muita saúde, tenho certeza que o Miguel Goham será um grande homem.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Pai da ninfa

Tinha cabelos castanhos
E seus olhos tão verdes
Que causava admiração
Tinha um sorriso fácil
Parecia não ter problemas
Fazia parece que a vida era leve
Chamava sua filha ninfa bebe
Na verdade ela
já não era mais um bebe
Mas para ele, sempre assim seria
Cabelinhos loiros e olhos verdinhos
O seu tesouro, era assim que ele a descrevia
Mesmo depois de tanto tempo
Ela já mais esqueceria
De sua voz que gritava
Ao chegar em casa
Cheguei minha ninfa bebe
Hoje ela já não pode mais ouvir
A voz dele chamá-la
E nunca mais ouvira alguém
Chama-la assim.

Mica Andrade




quarta-feira, 27 de abril de 2016

Sem sentido

Rima clara,
Joia rara,
Imácula brancura,
Jurando ternura,
Soprando uma pluma,
Querendo amar,
Tentando chorar,
Diria eu!
Sou Poeta?

Candido Santos

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Lamentos das borboletas


Não sei o que pode ter ocorrido
Para que minhas borboletas
Tenham morrido
Talvez excesso de cuidado
Possa as terem sufocado
Mas fazer o que
Um dia nasce
E num outro morre
Essa é a lei da vida.


Poema escrito por Eva Videl. Amiga e leitora.

Mundo imperfeito

Minha vida seria linda!
Uma verdadeira obra-prima
Se houvesse felicidade
Mas não, só há maldade

Pessoas gritando
Não aguento mais
Todos vivem me agarrando
Agora vivo chorando

Vivo correndo
O medo me persegue
Estou quase morrendo
Um anjo diz: Não se entregue!

O escuro me alucina
Cometerei uma chacina
Matarei todas as memórias
Por que nelas não há glórias

Candido Santos

domingo, 17 de abril de 2016

Medida de coragem


Eu devia ter feito valer meu suor

Mais nunca imaginei que fosse tão escuro

Depois de tudo percebi  que e amargo

O mundo gritou de dor tentando acordar

Tarde

Depois de tanto tempo percebi que não tenho mais



E falhou como aquela flor que tenta sobreviver

Mais você se esqueceu que tem o poder

De tornar tudo mais como você fez ontem a tarde



E mais fácil que seu suor



Só uma vez eu enxerguei de longe

Depois desisti e fui para a cama dormir

Não tinha mais tempo.

e tudo acabou

sendo sua vida intima desprevenida

enterrada em correntes pesadas e enferrujadas

não desista você sabe o que quer

só falta tomar

Esquece que pode falhar

Tome todos os dias

Uma medida de coragem.

Candido Santos

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Castiel: o orgulho de Gisely

Meu sonho como de muitas mulheres, era ser mãe. E como é maravilhoso, a gente que é mãe de primeira viagem, não tem a mínima noção de como criar um bebê , mas no momento exato que a criança nasce, parece que junto vem um manual de instrução, e naquele momento  a nossa vida muda completamente!  Isso aconteceu comigo, quando eu descobri a gravidez, muitos me falaram “coitada dessa criança”, é obvio que não dei ouvidos, e segui o famoso  “Instinto de Mãe” que sim, ele existe, a gente tem muito isso,e chega a ser meio assustador a gente saber o que a criança tem e precisa. Mãe de verdade não precisa de cursinho preparatório de como criar seu filho, eu acho isso um absurdo, a gente não tem medo de quebrar, e já nos primeiros dias viramos o neném de ponta cabeça e ta tudo certo!
A minha experiência esta sendo melhor do que eu imaginava, é um amor sem palavras e sem explicação, é meio que desesperador, o amor é tão grande que transborda em forma de muita preocupação. O Castiel é o amor maior do mundo, o homem da minha vida, por quem eu morro e perco noites de sono,que são muito bem recompensadas pela manhã quando ele sorri, é a minha alegria de viver, é a verdadeira felicidade, pelo qual eu passaria mais de um milhão de vezes a dor insuportável do parto. Ter um filho é liberar um pedaço de nós, é ter que ensinar esse pequeno ser a viver nesse mundo perdido. Eu me considero sim uma ótima mãe, apensar de eu ser meio “desastrada e maluquinha”, meu filho é o melhor do mundo! Apesar de ele ser tão pequeno ele já me ensinou muitas coisas, como o verdadeiro sentido da palavra AMOR!

Escrito por Gisely Gohl
Revisado por Lilian Cristina

terça-feira, 12 de abril de 2016

O mar

O mar é triste como um cemitério,
Cada rocha é uma eterna sepultura
Banhada pela imácula brancura
De ondas chorando num albor etéreo.


Ah! Dessa no bramir funéreo
Jamais vibrou a sinfonia pura
Do amor; só descarta, dentre a escura
Treva do oceano, a voz do meu saltério!


Quando a cândida espuma dessas vagas,
Banhando a fria solidão das fragas,
Onde a quebrar-se tão fugaz se esfuma.


Reflete a luz do sol que já não arde,
Treme na treva a púrpura da tarde,
Chora a saudade envolta nesta espuma!

AUGUSTO DOS ANJOS

Versos Íntimos

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão – esta pantera
Foi sua companheira inseparável!


Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Morra, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.


Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.


Se a alguém causa inda pena a tua chaga.
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

AUGUSTO DOS ANJOS

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Lilian


Linda como uma deusa

Indescritível como a luz

Lisonjeada pela sabedoria

Imperatriz da lua

Admirada pela alegria

Ninada por um anjo.

PEDRO HENRIQUE TOLEDO

















segunda-feira, 4 de abril de 2016

Menina e moça

Está naquela idade inquieta e duvidosa,
Que não é dia claro e é já o alvorecer;
Entreaberto botão, entrefechada rosa,
Um pouco de menina e um pouco de mulher.
Às vezes recatada, outras estouvadinha,
Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor;
Tem cousas de criança e modos de mocinha,
Estuda o catecismo e lê versos de amor.
Outras vezes valsando, o seio lhe palpita,
De cansaço talvez, talvez de comoção.
Quando a boca vermelha os lábios abre e agita,
Não sei se pede um beijo ou faz uma oração.
Outras vezes beijando a boneca enfeitada,
Olha furtivamente o primo que sorri;
E se corre parece, à brisa enamorada,
Abrir as asas de um anjo e tranças de uma huri.
Quando a sala atravessa, é raro que não lance
Os olhos para o espelho; e raro que ao deitar
Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance
Em que a dama conjugue o eterno verbo amar.
Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia,
A cama da boneca ao pé do toucador;
Quando sonha, repete, em santa companhia,
Os livros do colégio e o nome de um doutor.
Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra;
E quando entra num baile, é já dama do tom;
Compensa-lhe a modista os enfados da mestra;
Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon.
Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo
Para ela é o estudo, excetuando-se talvez
A lição de sintaxe em que combina o verbo
To love, mas sorrindo ao professor de inglês.
Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço,
Parece acompanhar uma etérea visão;
Quantas cruzando ao seio o delicado braço
Comprime as pulsações do inquieto coração!
Ah! se nesse momento, alucinado, fores
Cair-lhe aos pés, confiar-lhe uma esperança vã,
Hás de vê-la zombar de teus tristes amores,
Rir da tua aventura e contá-la à mamã.
É que esta criatura, adorável, divina,
Nem se pode explicar, nem se pode entender:
Procura-se a mulher e encontra-se a menina,
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!
Machado de Assis
Este lindo poema de Machado de Assis foi um pedido de uma grande amiga Micaela ( Eterna loirinha). Muito obrigado pela sua amizade. Que você e sua família sejam muitos felizes.

domingo, 3 de abril de 2016

Somos assim


Tudo que se possa imaginar esta ali

Fácil como descrever uma estrada

E pra que todos somos assim

Deixa de lado essa vida

Continua vivendo como se não passasse de nada

Como fez a vida toda

Sem sentido

Fácil falar em sentido quando o mundo em que tu vive

Não passa de nada

Sem arrependimento

Sem lagrimas

Só um sorriso

Manda-te para o passado de volta para o futuro

E tudo isso sem sair do presente

Enquanto passa sobre vento

Vindo do sul vento cortante

Enquanto morremos de fome

Sem nem somente passar um minuto

Sem pensar em tudo

Pois somos livre para fazer tudo que um minuto

De cada respiração permite

Sem somente uma lagrima

nem mesmo quero que isso passe

Sem ninguém

Sem ter o que fazer

Sem ter a quem mostrar

Pra que pensar

Corra e grite

Seu mundo e assim

Cheio de tudo o que vc não quer ouvir

Mesmo lendo cada verso

Sem sentido

Tudo abstrato.



Candido Santos

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Razón

Em la vida todo se rompe...
El tiempo
La juventud
Sólo no se rompe el amor que siento por ti.
Em la vida todo passa...
Sólo no pasa el momento.
La primera vez que a miré.
En la vida todo es igual...
Sólo no es igual el momento
Aquele que te he perguntado
Hola mi nombre es Pedro¿ y el tuyo?
Llamo eso de razón de mi vida.
tu eres la razón de mi vida!

Traduzido para o espanhol por Pollyanna Vieira da Silva

Orgulho de mãe

Muitos me perguntam se eu queria voltar no tempo. Me perguntam se eu voltasse no tempo optaria por não ter tido três  filhos e tal. Dizem que eu seria uma pessoa diferente, mais eu não penso assim. Eu jamais voltaria no tempo.  Por eles escrevo esses versos.

"Juventude foi apenas um complemento
Maturidade é o verdadeiro argumento
Não tenho medo da morte
Não tenho medo do tempo
O que o tempo tira
compenso com sentimentos
força da vida
É o melhor argumento
Viver é sempre um prazer
Não um tormento"


Muitas pessoas se arrependem, acreditam que se fosse diferente no passado, seriam pessoas melhores no futuro. Isso não é verdade, o que passamos na vida, para o futuro é tudo aprendizado.
Tenho que dar graças a Deus por ter histórias lindas para contar.
Quando eu tive minha primeira bebê com 17 anos, todos me julgavam, diziam que eu nunca mais teria liberdade. Foi justamente o contrário, quando ela nasceu eu descobri a verdadeira liberdade.
Quando ela nasceu eu descobri o que é a verdadeira felicidade. Felicidade que sem ela eu jamais iria conhecer. O meus anjinhos preciosos isso que eles significam para  mim.
O prazer de ser mãe não tem explicação. Por isso eu afirmo que não me arrependo do meu passado. Foi meu passado que trouxe as 3 coisas mais maravilhosas da minha vida. Meus três bebezinho que amo de paixão. Sem eles não sei o que seria de mim.
Ser mãe é algo inesquecível, é um amor sem comparação, é um sentimento muito lindo.
A coisa mais maravilhosa de ser mãe é ser chamada de mãe. As vezes olho para eles e imagino: por Deus como pude ser mãe de três crianças tão lindas? A única coisa que me resta e agradecer a deus pelo melhor presente de minha vida.
Ser mãe e não aguentar ver o filho doente, ver chorar, ver sofrer.
A única coisa que importa para min como mãe é ver meus filhos felizes, correndo e bagunçando.
Jamais esqueça que sua riqueza não esta em bens materiais, mas naquilo que você "jamais trocaria por qualquer riqueza na sua vida.
Meu filhos são tudo para min, Agradeço a Deus cada segundo que estou com eles.
AMO VOCÊS
NAYARA, EMANUELLY e MATEUS AUGUSTO.
Sem vocês não sei o que seria de mim.
Serão para sempre meus bebezinhos.

Mayara


Ser mãe por si só já é poesia.


Escrito Por Maiara de Paula
Editado por Pedro Henrique
Revisado por Lilian Cristina

quinta-feira, 31 de março de 2016

Um pouquinho de mim... Por Mayara

"Não me peça para mudar...
Eu sou assim...
Metade menina...
Metade mulher... 
Metade sonho?
Sou pura sensibilidade
Sou poesia em prosa ou um verso...
Sou esse universo pieguice literária.
Sou falta de vergonha de dizer quem sou.
Sou impulsiva...
Quando falo, falo muito.
Quando me irrito querem me matar...
Quando não o querem. Me amam!
Sou essa potencialização de sentimentos.
Hora imploro para não implodir.
Hora nada detono.
Sou intensa...
Tudo quero muito. Quando quero.
Quando não gosto...
Desprezo...
Quando amo...
amo...
amo muito."

Mayara.

Enviado por uma leitora e grande amiga. Cheia de sentimentos com uma mente incrível. Ela é exatamente o que diz ser. Mulher decidida, mãe dedicada. Agradeço de coração receber um belo poema desses e aguardo mais. Muito mais.

Muito obrigado e um beijo na bochecha.
Pedro Henrique

domingo, 27 de março de 2016

Culpa?

Sim foi eu...
Morrerei por isso?
Não!
Arrependerei por isso?
Talvez!
Mataria um homem cujo o crime foi...
Amar demais?

Candido Santos


Noites de São José.

bordados portugueses
sobre a toalha plástica
no bar diante
do mercado.
portões fechados
trânsito algum
copos vazios
ao fundo
apenas a canção
japonesa
transita no peito
atrás do balcão

Beth Brait Alvim
Uma impressionante poeta de minha querida cidade. Nos joseenses agradecemos a sua existência.


terça-feira, 22 de março de 2016

A ópera dos vampiros

Vampiros cantam ópera,
Sem ter uma vida própria
Quando não estão cantando,
Eles estão transformando
Pessoas felizes em vampiros
Para viverem sentados,
Calados.
Para viver cantando
Para viver chorando,
Em um concerto de ópera.
Para viver tomando
O sangue de mais pessoas inocentes,
Para ocupar a cadeira dos inconscientes
Os que sonegam a cantar nessa ópera sem fim.
Esses enfim;
Vivem dormindo em seus caixões
Cheio de lembranças
Dentro de casarões
Cheio de esperanças
Ouvindo a ópera
Dos renegados.
Que depois de um tempo
São apagados
Da história sem deixar pistas.
Para que outros ocupem seus lugares,
Esses enfim
Continuarão essa história
Cantando em uma ópera
Sem fim.

Cândido Santos

domingo, 20 de março de 2016

Destruição

Imaginamos que mudaríamos o mundo,
Mas estávamos errados
Agora ele está imundo
Precisando ser limpado

Todos sentem medo
De ser despejados
Ambientalistas passam o enredo
Mas são apedrejados.

Catástrofes acontecem
A culpa é deles
Ao primeiro mundo que obedecem.

O mundo está sumindo
E junto com ele, nos extinguindo

A culpa é nossa, nós o destruímos.

Cândido Santos



Esta poesia escrevi imaginando a porcaria que nosso mundo esta virando, as pessoas fingem que não enxerga ou simplesmente não ligam.

VAMOS MUDAR ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS

sábado, 19 de março de 2016

Violões que choram...

Ah! Plangentes violões dormentes, mornos,
Soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
Bocas murmurejantes de lamento

Noites de além, remotos, que eu recordo,
Noites de solidão, noites remotas
Que nos azuis de fantasias bordo.
Vou constelando de visões ignotas.
Sutis palpitações à luz da lua,
Anseios dos momentos mais saudosos,
Quando lá choram na deserta rua
As cordas vivas dos violões chorosos.

Quando os sons dos violões vão soluçando,
Quando os sons dos violões vão soluçando,
Quando os sons dos violões nas cordas gemem,
E vão dilacerando e deliciando,
Rasgando as almas que nas sombras tremem.

Harmonias que pungem, que laceram
Dedos nervosos e ágeis que percorrem
Cordas e um mundo de dolências geram
Gemidos, prantos, que no espaço morrem...

E sons soturnos, suspirados mágoas,
Mágoas amargas e melancolias,
No sussurro monótono das águas,
Noturnamente, entre ramagens frias.

Vozes veladas, veludosas vozes
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

Tudo nas cordas dos violões ecoa
E vibra e se contorce no ar, convulso...
Tudo na noite, tudo clama e voa
Sob a febril agitação de um pulso.

Que esses violões nevoentos e tristonhos
São ilhas de degrado atroz, funéreo,
Para onde vão, fatigados do sonho
Almas que se abismavam no mistério.

CRUZ E SOUZA

Canetas e tinteiros

Enquanto usamos canetas, tinteiro, tintas, e etc. O Pai usa vida para compor suas poesias. Esse e um das maiores criações do Pai que tive o prazer de ver ao vivo. Parque do Caracol em Canela -RS

O bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa
Não examinava nem cheirava
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

MANUEL BANDEIRA

sexta-feira, 18 de março de 2016

Soneto da Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior entanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angustia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

VINÍCIUS DE MORAIS




Vinicius de morais um mestre na arte de pensar. 

9 anos de motivo para viver!



Por quase nove anos esta foi a razão dos meus versos mais sinceros, e também de minha maior felicidade.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Na Minha vida

Pela minha vida passou...
Dinheiro
Mulheres
Amigos
Mas só você ficou.

Pela minha vida juraram...
Amor
Fidelidade
Amizade
Mas só você cumpriu.

Agora pela minha vida
Juro à você
Amor
Fidelidade
Amizade

Cândido Santos

Melancolismo

Em meio a imensidão da solidão
Algo que chamamos de coração
Batia lentamente em meu peito,
Naquele momento a única vontade era a morte.
Mas se parar para pensar, vampiros não morrem
Eles têm sorte,
Somos todos sem coração
Somos todos sem sentimento
Usamos as vidas inocentes
De pessoas alegres, felizes, como alimento
Isso faz de mim um vampiro?
Um vampiro apagado!
Como aqueles desenhos abstratos.
A única salvação
Para a dominação
Que chamamos de solidão
É o amor,
Mas quem vai amar um vampiro?
Se eu falasse em dor
Seria uma rima, não uma solução.
Falamos de sorte?
Que sorte?
Não amamos
Não somos amados
Somos temidos
Somos traídos
Por aqueles que chamamos de amigos.
Sorte? Que sorte?
A única solução é a morte,
Mas vampiros não morrem!

Cândido Santos

Razão

Na vida tudo acaba...
O tempo, a juventude
Só não acaba o amor que sinto por ti.
Na vida tudo passa...
Só não passa aquele momento
A primeira vez que a vi.
Na vida tudo é igual...
Só não é igual aquele momento
Aquele que eu perguntei
Oi meu nome é Pedro, e o seu?
Chamo isso de razão da vida
Você é a razão da minha vida.

PEDRO HENRIQUE TOLEDO
(Dedicado ao amor da minha vida “Lilian Cristina Ferreira Toledo”.)